Foragido, influencer postava críticas à atual gestão da Prefeitura de Campo Grande

DuMato alega que ex-namorada mentiu para a polícia ao acusá-lo de violência doméstica

Foragido, influencer postava críticas à atual gestão da Prefeitura de Campo Grande
DuMato é conhecido por gravar vídeos dentro de buracos nas ruas de Campo Grande. (Reprodução)

O rapper e influencer digital Alisson Benitez Grance, que utiliza o codinome DuMato e está com mandado de prisão em aberto por tráfico de drogas, é conhecido por postar vídeos dentro de buracos nas ruas de Campo Grande e fazer críticas à gestão. O caso veio à tona após o influencer postar vídeo mostrando que fez palestra para jovens em escola estadual na Capital. Inclusive, a SED (Secretaria Estadual de Educação) abriu investigação para apurar por que ele foi chamado para falar com estudantes.

O vereador Rafael Tavares (PL) fez a denúncia, apontando ainda que Benitez teria um histórico de violência doméstica. Com a repercussão do caso, o rapper se pronunciou nas redes sociais. Ele levantou questões políticas como motivações para as denúncias, dizendo que “seus opositores distorcem informações e inventam fatos com o intuito de prejudicar a imagem perante a sociedade”. Aos seus 36 mil seguidores, ele afirma que “o trabalho desenvolvido por ele toca nos interesses de pessoas poderosas e influentes.

Du Mato é um símbolo, do PROTESTO, por isso leva muita ‘porrada’”. No entanto, ele acusa uma ex-namorada de mentir ao registrar denúncia contra ele na polícia, afirmando que o “conteúdo do boletim é uma informação falsa”. No texto, ele confirmou que palestrou aos jovens sobre “alarmantes índices de violência doméstica no Brasil”. Por fim, referente ao mandado de prisão por tráfico de drogas, ele insiste que “foi absolvido de todas as acusações de primeiro grau”. Porém, afirma que a condenação seria um “erro processual” e que sua equipe de advogados estaria tomando as medidas cabíveis. Consta no mandado de prisão que se trata de processo com trânsito em julgado — ou seja, quando se esgotam todos os recursos jurídicos.

Então, a partir daí, o réu deve cumprir a pena. No caso de DuMato, são 8 anos e dois meses de reclusão. Em vídeo publicado na manhã desta quinta-feira (12), Alisson disse que tinha um comércio na Rua da Divisão, em 2021, que teria sido furtado. Na ocasião, afirma que os bandidos levaram, entre outros itens, algumas fitas. Ele diz: “Fui condenado por um crime que não cometi”. E segue, explicando que, além de dinheiro, os bandidos teriam levado fitas adesivas. Ele alega que a polícia teria apreendido drogas e feito análise de digitais nas fitas que embalavam o entorpecente. Então, a inteligência da polícia teria cruzado dados no sistema até encontrá-lo e acusá-lo de tráfico, baseando-se nas digitais encontradas nos tabletes de droga. Ele diz que não tinha dinheiro na época do crime e, por isso, foi atendido pela Defensoria.

SED vai apurar palestra A SED (Secretaria de Estado de Educação) afirmou que não tem vínculos com o rapper e que vai abrir um procedimento administrativo para averiguar o ocorrido. Isso porque a palestra não foi informada à pasta, deixando de seguir o que recomenda a SED.  “Vale salientar que as unidades escolares devem seguir um protocolo com etapas que envolvem o envio das informações e planejamento das ações propostas para a SED que, por sua vez, realiza a análise e emissão de parecer acerca das atividades extracurriculares, palestras, oficinas, projetos, webconferências e divulgação de serviços que se pretenda realizar nas unidades escolares da Rede Estadual de Ensino”, diz nota encaminhada ao Jornal Midiamax.

MIDIAMAX