Aliados dizem que Tereza Cristina aceita ser vice de Flávio Bolsonaro e vai tentar reverter neutralidade de União e PP

Cúpula nacional dos partidos ainda indica resistência a apoiar candidato do PL, mas vão fazer consultas a diretórios estaduais

Aliados dizem que Tereza Cristina aceita ser vice de Flávio Bolsonaro e vai tentar reverter neutralidade de União e PP
ereza Cristina — Foto: Cristiano Mariz

Integrantes do PP afirmaram que a senadora Tereza Cristina (PP-MS) comunicou o desejo de ser candidata a vice-presidente na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ela é vista como "nome ideal" pela cúpula do PL. Uma eventual aliança, contudo, precisa ser confirmada pelo partido da parlamentar e pelo União Brasil, com quem a sigla forma uma federação. As duas legendas têm indicado que vão adotar neutralidade na disputa presidencial.

Depois de relutar em aceitar disputar o cargo e ter negado querer participar da chapa em conversa com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, na semana passada, a senadora teria comunicado ontem o recuo a integrantes do PP.

De acordo com integrantes do PP ouvidos pelo GLOBO, o presidente do partido, senador Ciro Nogueira (PI), decidiu então questionar outros integrantes da Executiva Nacional da legenda sobre a entrada da senadora na chapa. Entretanto, a maioria do grupo optou pela neutralidade na disputa presidencial.

Apesar disso, a avaliação é que ainda haverá consultas aos diretórios estaduais da legenda para saber qual posição o partido deve adotar na disputa presidencial, deixando aberta a possibilidade de Tereza ser anunciada como vice de Flávio.

Em nota, Tereza Cristina disse que se reuniu com Flávio Bolsonaro para falar sobre o assunto, mas reforçou que a decisão terá que ser tomada pelos dois partidos.

Um membro da Executiva Nacional do PP avalia que o cenário de neutralidade está consolidado e que o partido nem planeja fazer uma convenção nacional, já que não haveria o que decidir sobre apoio às candidaturas presidenciais.

oglobo