Riedel diz que prefeitos de MS veem pisos salariais como maior ameaça às contas

Governador relatou que tema dominou jantar com gestores durante a Marcha dos Prefeitos, em Brasília

Riedel diz que prefeitos de MS veem pisos salariais como maior ameaça às contas
Eduardo Riedel, em Brasília, com Thalles Tomazelli ao fundo. Prefeitos de MS cobram atenção ao impacto de novos pisos salariais nas contas municipais.

O governador Eduardo Riedel (PP) afirmou nesta quarta-feira (20) que a principal preocupação dos prefeitos de Mato Grosso do Sul, durante a Marcha dos Prefeitos em Brasília, é o impacto de novos pisos salariais e reajustes obrigatórios nas contas das prefeituras.

A declaração foi dada em Campo Grande, ao comentar um jantar realizado na noite desta terça-feira (19), em Brasília, com prefeitos sul-mato-grossenses, o presidente da Assomasul, Thalles Tomazelli, e a bancada federal do Estado

Segundo Riedel, o tema mais sensível hoje é o aumento de despesas fixas sem garantia de dinheiro novo para bancar esses custos.

“A principal pauta deles é em relação ao piso salarial que está em discussão e o impacto que isso vai ter no orçamento das prefeituras”, disse.
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A preocupação faz parte do eixo central da XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, organizada pela CNM. Segundo a entidade, há 16 projetos em tramitação no Congresso com potencial de gerar impacto de R$ 295 bilhões aos municípios brasileiros.

Entre os pontos mais delicados está a discussão sobre o piso do magistério. A MP 1.334/2026 prevê reajuste dos professores, elevando o valor de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63 em 2026. O impasse está no financiamento: a União calcula impacto de R$ 6,4 bilhões, mas entidades municipalistas estimam custo próximo de R$ 8 bilhões para os municípios.

Além da educação, os gestores acompanham propostas que criam pisos para médicos, dentistas e profissionais da assistência social, além da aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias. Só essa última medida, segundo entidades municipalistas, pode gerar impacto de R$ 103 bilhões em um ano.

Mato Grosso do Sul participa da mobilização com cerca de 40 prefeitos e prefeitas. Para eles, a discussão em Brasília vai além da política e mexe diretamente com a capacidade de manter serviços básicos nas cidades.

ACRITICA