Empresário homenageado na Câmara era elo da corrupção entre a família Jafar e a Editora Avante

Empresário homenageado na Câmara era elo da corrupção entre a família Jafar e a Editora Avante
Anizio foi homenageado pelo vereador Riverton em 2025 com o título de Cidadão Campo-grandense (Foto: Câmara)

Francisco Anizio dos Santos, empresário de Campo Grande, é apontado como parte de uma organização criminosa que vendia livros paradidáticos para prefeituras de Mato Grosso do Sul em troca de propina e até preferências na fila da Central de Regulação Estadual. Anizio, como era chamado, atuava como o elo entre a família Jafar e a Editora Avante.

Investigação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), que resultou na Operação Gutenberg com a decretação da prisão preventiva de 16 pessoas (um segue foragido), mostrou que Anizio mantinha relação estreita e financeira com Rossana Jafar, dona da Gráfica Alvorada e Rhayane Souza Fanaia, nora da empresária e apontada como “laranja” da Editora Avante.

A investigação mostra que em muitas vezes Rhayane pedia autorização para Anizio para ações financeiras da Avante e que ele tinha acesso a conta bancária da editora. Não é claro a relação deles dentro do negócio, ou se havia uma relação pessoal, mas as transações econômicas da Avante passavam por Anizio.

Para o Gaeco, é clara a “a intensa comunicação e articulação financeira entre os envolvidos, que de forma organizada e sistemática cooperam, cada qual em sua função, para destinar o resultado financeiro do esquema, tão logo o pagamento público é confirmado”. Além de Anizio, Heyder Bartz também atuava nas fraudes, através da sua empresa voltada para marketing digital.

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