Epicentro da doença em MS, Dourados chega a 3 mil casos prováveis de chikungunya

Em Dourados, já são cinco mortes confirmadas e três em investigação.

Epicentro da doença em MS, Dourados chega a 3 mil casos prováveis de chikungunya
Mutirão contra a chikungunya na reserva de Dourados. (Reprodução, Prefeitura de Dourados)

Em 24 horas, Dourados registrou 198 novos casos de chikungunya e alcançou 3.057 ocorrências da doença em 2026. Desde o início do ano, o município acumula 1.463 confirmações e cinco mortes — todas em aldeias indígenas. Outros quatro óbitos seguem em investigação no Estado, sendo três em Dourados.

Os dados do boletim epidemiológico divulgado nesta quarta-feira (8) apontam que Dourados já notificou 4.189 casos. Desse total, 1.463 estão confirmados, 2.160 seguem em investigação e 566 descartados. Outras 37 pessoas estão hospitalizadas com suspeita ou confirmação de chikungunya.

Outro ponto que gera preocupação é a taxa de positividade no município, que segue em 72%, isso indica que a maioria das pessoas com sintomas testadas recebem diagnóstico positivo para a doença.

Três mortes continuam em investigação. Entre elas, estão as de uma criança de 12 anos, que apresentou os primeiros sintomas em 28 de fevereiro, e de uma mulher de 55 anos, com início dos sintomas em 1º de abril. Ambas eram indígenas, não tinham comorbidades e morreram na última sexta-feira (3).

O caso mais recente em Dourados foi confirmado na terça-feira (7) — de uma menina de 10 anos, que começou a apresentar sintomas em 28 de março e morreu no mesmo dia. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, ela estava internada no Hospital Regional de Dourados e também não possuía comorbidades.

Outro óbito suspeito, registrado no último sábado (4), segue em investigação na cidade de Jardim.

Em todo Mato Grosso do Sul já são sete mortes confirmadas, sendo cinco em Dourados. Entre as vítimas de Dourados estão dois bebês, de três e um mês de idade, e três idosos, de 60, 69 e 73 anos, todos indígenas. As outras duas mortes foram registradas nos municípios de Jardim e Bonito.

Indígenas são as principais vítimas da chikungunya

A situação é ainda mais crítica nas aldeias Jaguapiru e Bororó, onde vivem mais de 20 mil pessoas. Nesses locais, são 1.212 casos de chikungunya confirmados, cerca de 80% do total registrado no município.

Ao todo, os territórios indígenas somam 1.733 casos prováveis, 521 em investigação e 242 atendimentos hospitalares. Entre os indígenas estão todas as cinco mortes confirmadas pela doença, além de duas das três que seguem em investigação.

Fonte: midiamax