Leonardo DiCaprio veio ao Pantanal para conhecer projetos que protegem onças, araras e tamanduás

Ator está na Fazenda Caiman, em Miranda, onde são desenvolvidas pesquisas e ações de conservação de onças-pintadas, araras-azuis, papagaios, tamanduás e outras espécies

Leonardo DiCaprio veio ao Pantanal para conhecer projetos que protegem onças, araras e tamanduás
Do luxo à conservação: o que DiCaprio foi conhecer no Pantanal — Foto: Reprodução

A visita do ator Leonardo DiCaprio ao Pantanal de Mato Grosso do Sul vai além da experiência de observar animais e conhecer as paisagens do bioma. Durante a passagem pela Fazenda Caiman, em Miranda, o ator e o grupo que o acompanha estão conhecendo iniciativas de pesquisa e conservação desenvolvidas na propriedade.

Entre os projetos que atuam no local está o Onçafari, iniciativa que pesquisa o comportamento das onças-pintadas e busca formas de proteger a espécie. Também estão presentes trabalhos voltados à conservação da arara-azul, do papagaio-verdadeiro, dos tamanduás, dos tatus e das preguiças.

A Fazenda Caiman tem cerca de 53 mil hectares e, segundo informações da própria propriedade, mais de 15 mil hectares são destinados à conservação por meio de uma reserva particular. Mais de 500 espécies já foram registradas na área, incluindo onças-pintadas, tamanduás-bandeira e cerca de 340 espécies de aves.

Leonardo DiCaprio e amigos de Hollywood se hospedam em fazenda de luxo no Pantanal — Foto: Arte g1

É um dos projetos que mais se destacam na Fazenda Caiman e que o grupo de DiCaprio foi conhecer. Criado em 2011, o Onçafari utiliza o turismo de observação como uma ferramenta de conservação.

A proposta é permitir que as pessoas observem as onças em seu ambiente natural sem transformar os animais em atrações domesticadas. Com o tempo, as onças passam a não considerar os veículos usados nos safáris como uma ameaça, mas continuam mantendo seu comportamento selvagem.

O trabalho também gera informações científicas sobre os animais. Pesquisadores acompanham as onças, registram seus comportamentos e coletam dados que ajudam a entender melhor a espécie e a definir estratégias para sua proteção.

Desde o início das atividades, mais de 300 onças-pintadas foram identificadas pelo projeto. Também foram registrados mais de 3,4 mil avistamentos, coletadas amostras biológicas de 32 animais e instalados 50 rádio-colares para acompanhar os deslocamentos das onças.

Safári também ajuda moradores da região

Além da pesquisa, o Onçafari aposta no ecoturismo como uma forma de gerar renda e oportunidades para quem vive no Pantanal.

A lógica é que, quanto maior o interesse dos turistas em conhecer a fauna, maior pode ser a geração de empregos e renda ligados à conservação e ao turismo.

O projeto também trabalha com a reabilitação e a reintrodução de onças-pintadas na natureza. Segundo a iniciativa, já houve um caso pioneiro de reintrodução bem-sucedida de um grande felino, com a confirmação posterior do nascimento de filhotes na natureza.

G1