Últimos três metros: ponte que liga MS ao Paraguai pela Bioceânica fica pronta em julho

Porto Murtinho se prepara para a Rota Bioceânica

Últimos três metros: ponte que liga MS ao Paraguai pela Bioceânica fica pronta em julho
Obra da Ponte Bioceânica, entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, está na fase final. (Foto: Divulgação, MOPC)

A ponte que liga Mato Grosso do Sul ao Paraguai está em fase de finalização, com apenas três metros para o ‘beijo’ dos lados construídos ao longo de quatro anos. A Rota Bioceânica passa por MS e liga o Brasil ao Paraguai, à Argentina e ao Chile.

Ao Midiamax, o prefeito de Porto Murtinho, Nelson Cintra (PSDB), afirmou que a ponte aguarda os últimos metros de construção. “Faltam três metros, estão nos ajustes dos cabos tirantes”, explicou.

Assim, adiantou que, após os últimos ajustes, a obra deve ficar pronta em julho. “Deve estar pronta no próximo dia 8”, disse.

A pedra fundamental da Ponte Bioceânica foi lançada em dezembro de 2021. Em janeiro de 2022, as obras foram iniciadas.
Por fim, vale lembrar que a ponte se chama Heitor Miranda. Isso porque a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei nº 780/23, que denomina de Heitor Miranda dos Santos um trecho da ponte que liga Mato Grosso do Sul ao Paraguai. O trecho brasileiro da ponte sobre o Rio Paraguai, entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, integra a Rota Bioceânica.

Rota Bioceânica
Mato Grosso do Sul está no centro de uma obra ambiciosa para a logística e a integração comercial internacional: a Rota Bioceânica, também chamada de Bioceânica de Capricórnio. O corredor vai ligar o Brasil ao litoral do Pacífico, atravessando o Paraguai, a Argentina e o Chile.

A ponte do lado brasileiro encerrou 2025 com 80% de conclusão e previsão de entrega para o primeiro semestre de 2026. Mas, afinal, por que essa ponte representa uma mudança tão significativa para a economia do país, especialmente para Mato Grosso do Sul?

O corredor efetivamente reduzirá tempo e custo do transporte até os portos do Pacífico, além de beneficiar o agronegócio e o setor exportador.

A rota também reduzirá em até 17 dias o transporte Brasil-Ásia, consequentemente gerando economia no escoamento de produtos. Vale destacar que a China é um dos principais parceiros comerciais e grande importadora de carne produzida em Mato Grosso do Sul.

Para o Estado, a rota representa uma verdadeira transformação estrutural: corredores rodoviários aprimorados, acesso facilitado à logística internacional e um novo canal para exportações. Dessa forma, MS ganha competitividade para seus produtos, sobretudo carnes e commodities agropecuárias.

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