Após ignorar carta de Bolsonaro, Reinaldo exalta Milei e Trump e diz que eleição não está ganha

Após ignorar carta de Bolsonaro, Reinaldo exalta Milei e Trump e diz que eleição não está ganha
Adversários no passado, aliados no presente: Reinaldo e Capitão Contar vão de camisa verde para reforçar dobradinha ao Senado (Foto: Priscilla Peres)

Após ignorar a carta do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que indicou o deputado federal Marcos Pollon como candidato a senador, o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) exaltou as gestões dos presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Argentina, Javier Milei, e criticou o brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Apesar de ter o senador Nelsinho Trad (PSD) como primeiro suplente, o presidente regional do PL, que nunca perdeu uma disputa, afirmou que a eleição não está ganha e pediu empenho da militância.

Para ser candidato a senador, Reinaldo deixou o PSDB após 30 dias e assumiu o comando do PL a convite de Bolsonaro. Só que o ex-presidente indicou Pollon como candidato a senador, na única manifestação pública nas eleições deste ano sem ser punido pelo Supremo Tribunal Federal.

No entanto, o ex-governador optou por outro critério, o do nome melhor colocado nas pesquisas e escolheu o ex-adversário, o ex-deputado estadual Renan Barbosa Contar, o Capitão Contar (PL) como candidato a senador.

“Fiz um apelo pro Pollon sair deputado federal, pra ajudar o Brasil, o PL, ele é uma pessoa importante. E agora vamos enfrentar o adversário que está do outro lado, não pode ter racha aqui”, afirmou. “Com testemunhas, Bolsonaro me convidou para ir pro PL e ele disse que o outro seria pela pesquisa, chamou o Contar e seguimos o que foi combinado”, garantiu. “Então estamos seguindo a regra do jogo, pra gente é página virada”, minimizou.

Crítica a Lula e exaltação de governantes estrangeiros

Reinaldo manteve o discurso de oposição a Lula e exaltou Trump e Milei, apesar do slogan bolsoanrista ser “Deus, Pátria e Família”. “”Impossível um estado que precisa crescer ter 38 ministérios, precisamos enxugar isso, como grandes líderes tem feito”, afirmou, exaltando o americano e argentino

.Durante a convenção no Comitê Central da campanha à reeleição de Eduardo Riedel (PP), Azambuja apresentou os dois suplentes, o senador Nelsinho Trad, que abriu mão de disputar um segundo mandato para ser primeiro, e do ex-secretário de Fazenda, Felipe Mattos (União Brasil), que será o segundo suplente.

Já com jingle com o número 222, chamou os 4 suplentes ao senado ao palco, enalteceu Nelsinho Trad, que desistiu da reeleição e agradeceu ao apoio da senadora Tereza Cristina e o governador Eduardo Riedel.

Reinaldo exaltou a redução do desemprego, da melhora dos índices econômicos do Estado, da queda na pobreza e atração de empresas. Assim como o vice governador, José Carlos Barbosa, o Barbosinha (Republicanos), Reinaldo destacou que nenhuma eleição está ganha e todos precisam se empenhar para vencer. 

“Foram vocês que levaram Eduardo Riedel ao governo que precisam nos apoiar agora. Ninguém faz política sozinho, estamos nos unindo para enfrentar esse adversário que não está fazendo bem ao Brasil e quer voltar ao MS para trazer atraso e subdesenvolvimento”, afirmou, sobre o PT, que aposta na candidatura a governador de Fábio Trad (PT), irmão do seu primeiro suplente, Nelsinho.

Voltou a exaltar a militância política do estado e a importância para que toda a bancada seja eleita. “Vamos estar lá para votar coisas importantes, como a anistia do 8 de janeiro. Estou estendendo a mão pro Flávio, ele sabe que o Brasil pode mais. Temos que escolher a máquina para ter mais dinheiro no SUS”, disse.

“Quando Jair Bolsonaro governou, sobrava dinheiro nos Estados. Precisamos voltar para diminuir Brasília e aumentar Brasil”, afirmou Reinaldo, apesar do ex-presidente ter tirado o imposto estadual sobre a gasolina em 2022 para reduzir o preço dos combustíveis.

Também houve a preocupação do ex-tucano com o voto das mulheres, onde o bolsonarismo tem enfrentado a maior dificuldade. A ex-primeira-dama do Estado, Fátima Alves Souza e Silva, pegou o microfone e disse que quebrou o protocolo para falar com as mulheres.

“Ontem numa reunião ouvi uma mulher incentivando mulheres a entrar na política usando o maior exemplo possível, a de Maria. Rezem muito, orem muito por nós que nos propomos a construir um estado e um país melhor”, afirmou Fátima, recorrendo a religião católica.

Reinaldo foi prefeito de Maracaju e governador do Estado por dois mandatos, deputado estadual e deputado federal. Ele foi alvo da Operação Vostok, deflagrada pela Polícia Federal no dia 12 de setembro de 2018.

O ex-governador foi denunciado por corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro no Superior Tribunal de Justiça e acusado de receber R$ 67,7 milhões em propina da JBS. No entanto, a ação penal foi trancada em outubro do ano passado pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal.

Ojacare