MS entra no “mapa” federal de grandes corredores logísticos planejados até 2050.
Plano nacional cita gargalos no escoamento da produção e busca soluções em BRs, hidrovias e ferrovias.
O PNL 2050 (Plano Nacional de Logística), lançado nesta quarta-feira (12) pelo Ministério dos Transportes, coloca Mato Grosso do Sul entre os estados diretamente afetados pelos principais gargalos de transporte identificados pelo governo federal e inclui uma série de estruturas do Estado no cenário de expansão da infraestrutura brasileira até 2050.
O documento, que norteará investimentos em aprimoramento de corredores logísticos no país durante os próximos 24 anos, aponta dificuldades no escoamento de minério de ferro, soja, milho e celulose produzidos em Mato Grosso do Sul. Também identifica problemas no abastecimento de fertilizantes e projeta expansão da produção de milho e açúcar no Estado.
Na parte de investimentos, o plano inclui Mato Grosso do Sul em eixos rodoviários, ferroviários e aquaviários. Entre as estruturas citadas estão a BR-163, a BR-267, a Hidrovia do Paraguai, os complexos portuários de Corumbá e Porto Murtinho, a Malha Oeste, a Nova Ferroeste e o projeto para implantação da Ferrovia Bioceânica de Capricórnio, com saída por Corumbá, ligando o Porto de Santos até o Porto de Antofogasta, no Chile.
O plano é o primeiro instrumento estratégico do ciclo 2024-2027 do PIT (Planejamento Integrado de Transportes), instituído pelo Decreto nº 12.022/2024. O documento foi elaborado para orientar o planejamento de longo prazo do sistema nacional de transportes e reúne objetivos prioritários e uma seleção de infraestruturas consideradas estratégicas.
Carreta hexatrem descarregando eucalipto em fábrica de Ribas do Rio Pardo. (Foto: Arquivo/Campo Grande News)
Gargalos de MS - Um dos problemas destacados pelo plano é a dificuldade no escoamento da produção de minério de ferro de Mato Grosso do Sul. O Estado também aparece entre os locais com dificuldade para transportar soja e milho destinados à exportação.
A lista de problemas do PNL 2050 ainda inclui a dificuldade de escoamento da produção de celulose de Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo. Segundo o documento, a definição dos problemas de exportação considerou o volume exportado, a importância de cada produto para a economia dos estados produtores e as contribuições obtidas nas consultas públicas e entrevistas com o setor privado.
O diagnóstico mostra, portanto, que o desafio logístico de Mato Grosso do Sul não está concentrado em uma única cadeia produtiva. O plano relaciona o Estado simultaneamente às dificuldades de transporte de produtos minerais e agropecuários e à expansão da indústria de celulose.
Além dos gargalos atuais, o governo federal também projeta mudanças na produção até 2050. O PNL considera como demanda emergente a expansão da produção de milho em Mato Grosso do Sul, juntamente com Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, para abastecimento do mercado doméstico. O documento também prevê a expansão da produção de açúcar em Goiás e Mato Grosso do Sul para exportação.
Outro ponto diretamente relacionado ao Estado é o abastecimento de insumos. Mato Grosso do Sul e Paraná aparecem juntos como áreas com dificuldade no abastecimento de adubos e fertilizantes, problema analisado pelo plano entre os gargalos de transporte para abastecimento interno.
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