Operação do MPMS apura esquema de fraude em contratos de manutenção de ruas em Campo Grande; ex-secretário é preso

Operação do MPMS apura esquema de fraude em contratos de manutenção de ruas em Campo Grande; ex-secretário é preso
Foto: Redes Sociais

Em uma operação deflagrada nesta terça-feira (12), o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio do Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gecoc) e do Gaeco, prendeu o ex-secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos de Campo Grande, Rudi Fiorese, que atualmente é o presidente da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul). A operação investiga um esquema de fraudes em contratos relacionados à manutenção de vias públicas da capital sul-mato-grossense.

Durante a operação, foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva e dez mandados de busca e apreensão. O Ministério Público ainda informou que, no decorrer das diligências, foram encontrados cerca de R$ 429 mil em espécie, sendo que R$ 186 mil estavam na residência de um servidor público e R$ 233 mil em outro imóvel ligado aos investigados.

De acordo com o MPMS, a investigação identificou a existência de uma organização criminosa dedicada a fraudar, de forma sistemática, a execução de serviços de manutenção de vias públicas. O esquema envolvia a manipulação de medições de obras e o pagamento indevido por serviços não realizados ou não correspondentes ao contratado, lesando os cofres públicos do município de Campo Grande.

A empresa investigada, que esteve sob contratos com a Prefeitura Municipal de Campo Grande entre 2018 e 2025, recebeu aproximadamente R$ 113 milhões provenientes de verbas públicas para a execução de obras e serviços de tapa-buracos e manutenção de ruas. A investigação abrange as gestões do ex-prefeito Marquinhos Trad (PV), entre 2017 e 2020, e da atual prefeita Adriane Lopes (PP), e foi conduzida com o intuito de desmantelar o possível esquema de desvio de recursos públicos.

Fiorese, que exerceu funções de destaque na gestão pública municipal e estadual, comandou a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) de 2017 a 2023 e, até a data da operação, presidia a Agesul, órgão responsável pela gestão de empreendimentos e obras no Estado. Ele também esteve envolvido na supervisão de obras no município de Campo Grande durante o período investigado.

Além do ex-secretário, a operação prendeu outros envolvidos, incluindo servidores da antiga estrutura da Sisep, como o engenheiro Mehdi Talayeh e o gestor de projetos Edvaldo Aquino Pereira, que são suspeitos de envolvimento no esquema de manipulação de medições e pagamento de obras não realizadas.

A operação, que segue em andamento, tem como foco desvendar a extensão do esquema e identificar outros possíveis envolvidos no processo de fraude e desvio de recursos públicos. O MPMS ressaltou que os mandados de prisão foram autorizados pela Justiça após análise de provas e indícios coletados pela investigação.

Com o avanço das investigações, a expectativa é que mais detalhes sobre o caso sejam revelados nos próximos dias. A Justiça ainda decidirá sobre as condições legais dos presos, que terão a oportunidade de se defender dentro do processo, conforme assegurado pela legislação brasileira.

A Operação "Buraco Sem Fim" traz à tona um esquema complexo de corrupção que envolvia desde o gerenciamento de contratos até a execução de obras públicas, com impacto direto na qualidade dos serviços prestados à população. O MPMS segue apurando os fatos para assegurar que as responsabilidades sejam atribuídas de forma justa e que os recursos desviados sejam recuperados.

TV de Antônio João News 

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