Relatório confirma insalubridade e zero prestação de contas no Asilo de Bela Vista
Problemas estruturais e de gestão são identificados no abrigo desde 2016
Novo relatório sobre o Asilo de Bela Vista reafirma a insalubridade do local para o acolhimento dos idosos e a falta de prestação de contas da diretoria responsável pela ILPI (Instituição de Longa Permanência para Idosos). Denúncia realizada em 2016, que, posteriormente, originou ação civil pública, aberta em 2020 pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), já falava em maus-tratos e falta de transparência dos recursos.
Vistorias realizadas por diferentes órgãos, desde 2016, identificaram falhas que não foram sanadas ao longo da última década. Entre os problemas relatados com recorrência estão comida vencida, infraestrutura precária, falta de acessibilidade, falhas na documentação e déficit de funcionários.
‘Dá manga para eles’, ri funcionário sobre falta de comida em asilo de Bela Vista
Imagens de idosos acamados com escaras, desnutridos e até com um buraco nas costas chocaram pelo estado debilitado dos acolhidos. Após série de reportagens do Midiamax, o MPMS abriu um inquérito civil para investigar danos aos idosos e o uso de recursos recebidos.
O Coegemas (Colegiado Estadual de Gestores Municipais de Assistência Social de Mato Grosso do Sul) esteve no asilo, na última segunda-feira (4), após denúncia de maus-tratos contra os idosos protocolada pelo deputado federal Geraldo Resende (União), que esteve no abrigo em 26 de março.
O Midiamax já havia acionado o parlamentar sobre esta visita em matérias anteriores sobre o asilo. Resende relatou ter feito uma representação no MPMS e afirmou que “é evidente que a situação exige encaminhamentos concretos e urgentes para proteger os idosos e assegurar o cuidado que eles merecem”.
Processo que trata do Asilo de Bela Vista foi originado a partir de denúncia há dez anos. (Canal Fala Povo)
Novo relatório sobre o Asilo de Bela Vista reafirma a insalubridade do local para o acolhimento dos idosos e a falta de prestação de contas da diretoria responsável pela ILPI (Instituição de Longa Permanência para Idosos). Denúncia realizada em 2016, que, posteriormente, originou ação civil pública, aberta em 2020 pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), já falava em maus-tratos e falta de transparência dos recursos.
Vistorias realizadas por diferentes órgãos, desde 2016, identificaram falhas que não foram sanadas ao longo da última década. Entre os problemas relatados com recorrência estão comida vencida, infraestrutura precária, falta de acessibilidade, falhas na documentação e déficit de funcionários.
‘Dá manga para eles’, ri funcionário sobre falta de comida em asilo de Bela Vista
Imagens de idosos acamados com escaras, desnutridos e até com um buraco nas costas chocaram pelo estado debilitado dos acolhidos. Após série de reportagens do Midiamax, o MPMS abriu um inquérito civil para investigar danos aos idosos e o uso de recursos recebidos.
O Coegemas (Colegiado Estadual de Gestores Municipais de Assistência Social de Mato Grosso do Sul) esteve no asilo, na última segunda-feira (4), após denúncia de maus-tratos contra os idosos protocolada pelo deputado federal Geraldo Resende (União), que esteve no abrigo em 26 de março.
O Midiamax já havia acionado o parlamentar sobre esta visita em matérias anteriores sobre o asilo. Resende relatou ter feito uma representação no MPMS e afirmou que “é evidente que a situação exige encaminhamentos concretos e urgentes para proteger os idosos e assegurar o cuidado que eles merecem”.
De comida vencida a manga de jantar: diretoria de asilo em Bela Vista é mantida mesmo com falhas
O documento do Coegemas confirma a veracidade dos relatos sobre as falhas de infraestrutura e de gestão no Asilo de Bela Vista, administrado pela Associação Evangélica de Proteção aos Desamparados de Bela Vista.
“Durante a visita tivemos oportunidade de verificar a veracidade das denúncias, e comprovar que a instituição apresenta condições de insalubridade para os idosos bem como condições das instalações e mobiliários em estado precário que colocam em risco a integridade física dos mesmos.
Em conversa com o atual presidente verificamos também a falta de documentação da instituição bem como falta de prestação de contas por parte da diretoria dos recursos recebidos”, diz parte do relatório.
Além disso, o grupo foi informado sobre a precariedade de profissionais no atendimento aos idosos, visto que boa parte seriam voluntários, o que indicaria a ausência de acompanhamento especializado e contínuo no cuidado com os idosos. O colegiado alerta para a “necessidade de medidas urgentes para a solução desse problema”.
Midiamax











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